domingo, 3 de abril de 2011

Interessante poema do "Lixo"


Plásticos voando baixo
cacos de uma garrafa
pétalas
sobre o asfalto


Aquilo
que não mais
se considera útil
ou propício

Há um balde
naquela lixeira
está nos sacos
jogados na esquina

Caixas de madeira
está nos sacos
ao lado da cabine
telefônica


O lixo está contido
em outro saco
restos de comida e cigarros
no canteiro, sem a árvore,

Lixo consentido
agora sob o viaduto
onde se confunde
com mendigos

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